O teste da Natureza - Chuva e ventos intensos

​​Dizem que quem planta, espera, mas ninguém nos avisa que a escrita desta espera pode ser feita de galochas e coração nas mãos.

​Há cerca de um ano e meio, plantei este olival com a esperança de ver estas árvores crescerem fortes e darem fruto a seu tempo. No entanto, o cenário atual é o que veem na foto: 


Um autêntico espelho de água onde devia estar terra firme. Com a chuva intensa que tem caído, o terreno saturou e as minhas oliveiras estão a enfrentar o seu maior desafio até agora.

​O desafio das raízes submersas

​A oliveira é uma árvore resistente, símbolo de longevidade, mas tem um "ponto fraco": não gosta de solos encharcados. Ter as raízes submersas por muito tempo pode asfixiar a planta e comprometer todo o trabalho que tive nos últimos 18 meses.

​Ver o olival assim é desolador. É o investimento de tempo, o cuidado com as podas e a expetativa da primeira colheita, tudo à mercê de um clima que não podemos controlar.

​Resiliência e Paciência

​Neste momento, não há muito a fazer a não ser esperar que a terra drene ou que o sol ajude a evaporar este excesso. É um lembrete humilde de que, na agricultura, nós propomos, mas a natureza é quem decide o ritmo.

​Fica a lição sobre a importância de observar como este terreno se comporta em invernos rigorosos. Se o escoamento não melhorar, terei de pensar em abrir valas de drenagem para proteger o futuro deste olival.

​Por agora, resta-me torcer pela fibra destas oliveiras. Que aguentem a água e que voltem a brotar com força assim que a terra secar.

Alguém por aqui já teve problemas de drenagem no seu olival ou jardim? Que soluções encontraram? 

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